O divino

Por Laio Rocha

No templo das emoções
habita sutil e cálido
o corpo e alma do tempo,

Nas encostas de nosso
ardor terrestre, na
miséria da existência
esta a razão.

Nos campos elísios,
nas planícies longas
onde resplandecem as
fileiras loiras do sol,
as quedas das chuvas
torrenciais, as esplanadas
do mares bravos e das brisas
quietas e calmas como um sopro:
divino,

Estamos nós.

Tudo isso nos habita,
e nós, moradas,
sentimos.

Às vezes, a brisa vira tormenta,
o sol enrubesce a face, e a lua,
madrugada, nos afunda na escuridão,

então, pobres que somos,
cobrimo-nos do efêmero,

e o eterno, a essência, tão próxima
porém, tão sútil e sublime, que os
olhos, aterrados sob a terra,
não podem alcançar.

Ainda somos nós.

Quando os olhos não podem ver,
os ouvidos não podem ouvir e
a boca, plácida, cala-se para
enfim aprender, então Ele vem.

Estamos sempre
nós
aqui.

Mais!

Grito do mudo

Breve encontro

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